segunda-feira, 28 de maio de 2012


"A natureza é implacável e nossa existencia é frágil, temporária e preciosa, mas para lidar com nosso dia-a-dia não podemos pensar nisso. "
O 0 e o 1 vivem em um eterno romance.
Um precisa do outro para chegar ao alcance.
O 0,  é apenas 0.
O 1 é apenas 1.
1+0 = 2
2 = 1
Somos zi
Somos zag
Somos como ir
                          e  voltar em um
                                                    p
                                                        é
                                                           s
                                                              ó .
Somos como o dominó
Peças iguais para encaixar...
Somos como ligações covalente.
Nós somos o pó
Somos o professor e o aluno
Somos só nó
                    s
                      s
Somos um nó
Um nó bem apertado
Não somos o infinito
Pois nós somos finito
O 0 e o 1 são um eterno romance
Nós estamos no alcance.
Balance (coração)




segunda-feira, 21 de maio de 2012


“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.
        Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.
        Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam ideias que datam de 1880.
        Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.
        Há, porém, várias maneiras de se representar Deus. 
  • Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos. 
  • Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias. 
  • Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciência.”  
*    *    *    *    *
       “A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.
        Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.
        A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais nobre fonte de pesquisa científica.
        Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a ideias que faço de Deus.”
ALBERT  EINSTEIN (1879-1955)